Três dias para contrabandear artes de rua no Guadiana

Entre 29 e 31 de Março, o 365 Algarve traz o contrabando de regresso a Alcoutim e a Sanlúcar de Guadiana, com um festival que celebra o tráfico de artes de rua entre as duas margens do rio e cria uma passagem pedonal através da água, unindo as duas povoações.

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O Festival do Contrabando centra-se num legado cultural e histórico de memória colectiva recente na região e em toda a zona raiana e que faz parte do património local – o Contrabando no final dos anos 30 e início dos anos 40 do século XX. Anos marcantes ao longo de toda a fronteira luso espanhola devido ao final da guerra civil espanhola, ainda recente, e ao início da 2ª Grande Guerra Mundial.

O Festival do Contrabando é um evento com recriação de um mercado rural de época e que associa todas as actividades do contrabando – guarda-fiscal, ofícios antigos, etc.- com um festival de artes de rua e recriações históricas, que incidem sobre temas como a ruralidade, a desertificação, o envelhecimento, os usos e costumes da região e outros ligados ao contrabando de sobrevivência, como era praticado naquela zona nas primeiras décadas do século passado.

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Uma das grandes atracções deste evento é a Plataforma Flutuante no rio Guadiana que permite às comunidades locais verem um sonho cumprido, possibilitando a passagem pedonal entre as duas margens do rio, durante os três dias do evento.

No dia 28 de Março, a anteceder o Festival do Contrabando, acontecem as Jornadas do Contrabando, que abordam esta actividade enquanto património local, enquadrando-a no seu contexto histórico e sociológico.
Nas Jornadas do Contrabando está prevista a presença de Francisco Moita Flores (autor da série televisiva “A Raia do Medo”) e do Comendador Rui Nabeiro, da Cafés Delta.

Fonte: viagens.sapo.pt

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